Ser dev

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Pensei neste post para falar de nós desenvolvedores (devs no twitter). Falar do orgulho de ser dev e do prazer de ver nosso trabalho entregue, funcionando e o cliente satisfeito. Epa, alguém já passou por isso?

A gente entrega. Só que na nossa área é difícil o cliente saber o que quer, é difícil fazer porque geralmente é algo novo e mais difícil ainda de estimar quando ficará pronto. Até a definição de pronto é discutível. Isto explica porque no fim o cliente nem sempre abre aquele sorrisão.

Tem hora que dá um pouco de inveja de equipe que vê logo o resultado do seu trabalho como a linha de produção do Ford modelo T de 100 anos atrás. Reparem o trabalho em equipe e o produto saindo pronto:

 

 

No nosso caso precisamos tirar prazer dos pedacinhos entregues a cada iteração. Isto quando o sprint não falha. Algumas vezes acontece por erro na previsão no planning. Mas em outras é porque alguma coisa não fluiu como devia. Algo atrapalhou a equipe.

O que fazer para ter mais chances de sair feliz da retrospectiva e melhorar é assunto recorrente. A minha apresentação no Agile Brasil em Fortaleza do programador 10x incluiu muito do que conversamos internamente e mais em papos de muitos almoços. Coisas que a equipe pode fazer para melhorar sua capacidade de responder aos desafios.

Uma das boas práticas de engenharia de software é a programação em par, assunto desta semana do André Faria em excelente apresentação. Vejam Programação em par e principalmente o slide 9 onde ele chama a atenção que pares chegam ao flow state mais rápido porque são menos interrompidos e tem menos tentação de olhar o Twitter, Facebook, e-mail, etc.

Isto dá o que pensar…

Até que ponto conseguimos nos controlar e ter disciplina para trabalhar concentrado sem interrupções e desvios de atenção para saber quantos badges sei lá quem acumulou no 4sq?

FoolSquare by nerdson

 

Como chegar ao tal estado de flow sem precisar trabalhar de madrugada, opção de vida condenável que alguns devs fazem. Como ter disciplina?

Sei, você vai lembrar da técnica pomodoro, do songdoro, etc. Mas realmente você pratica?

Parece que concentrar-se é uma coisa difícil hoje em dia. E como o Bruno Pereira chamou a atenção em Pensamentos sobre postura profissional e carreira (tipo do artigo que considero como Must Read), aquele que se deixar dominar pelo tanto de atrativo que tem por aí na Internet, inevitavelmente ficará para trás. Temos muito para aprender na nossa profissão e a concorrência é grande. Acredito que todos concordam com o nosso colega Bruno Pereira.

Vou mais além. Será que tudo na Internet tem valor e vale o tempo gasto? Vou mostrar um exemplo de que não é bem assim.

Leram os versos do Neruda lá em cima?

Pois bem, veja ilustre passageiro, acredite… aquilo lá não passa de 171 comum na Internet. Um blogueiro traduz mal um texto pouco conhecido, atribui a um autor importante e se passa por erudito. Talvez alguém tenha percebido que não são do Pablo Neruda. Mas se googlarem vão descobrir que um monte de gente caiu nessa.

Então… se você quer ser o melhor como dev e se sentir feliz com o resultado do seu trabalho, tenha foco e disciplina. Cuidado para não trocar conhecimento que importa para sua carreira pelo conhecimento efêmero e descartável das redes sociais.

 

E sobre os versos lá de cima, se você quer ser o melhor no que quer que seja, comece reconhecendo o verdadeiro autor e lhe dando o valor que merece. É o primeiro passo para que um dia alguém faça o mesmo com você.

Vou deixar os amigos curiosos até o próximo post neste blog quando mostrarei um dev de verdade e revelarei quem realmente é o autor destes versos com menos valor poético e literário do que de auto ajuda.

 

  • http://twitter.com/seufagner seufagner

    devido à quantidade-velocidade, filtrar as informações que pairam na internet é algo necessário e indiscutível, como previa o filósofo Pierre Lévy no início dos anos 90.

    eu percebo muito frequentemente devs mais jovens perdidos nas milhares possibilidades de estudo. o medo de optar os faz estagnarem numa vertigem sem fim.

    o primeiro passo é saber “saber”.

    decida qual seu objetivo ao iniciar uma pesquisa e até onde ela deve-quer-precisa se aprofundar.

    saiba que durante a caminhada diversos temas interessantes e tentadores vão aparecer na sua frente. decidir o que merece ser contemplado nestes desvios ou, com mais frequência, o que deve ser ignorado, é uma arte. embora o desconforto que isto causa induza você a pensar que seu estudo perdeu substância, acredite: manter uma linha de raciocínio enxuta e objetiva – isto lhes parece com alguma coisa? – é bem mais profícuo do que abraçar o todo, o que na prática não é tão fácil aplicar.

  • Anonymous

    Fala Luca.

    Parabéns pelos seus últimos posts, tenho acompanhado.
    Muito obrigado pela citação.

    Grande Abraço.

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